‘’Até 1948, mães carentes, geralmente solteiras, que não podiam criar os filhos recém-nascidos, deixavam-nos na Santa Casa, anonimamente. No muro havia um compartimento giratório que recebia essas crianças. Um sino alertava a religiosa de plantão, que retirava a criança e virava novamente a abertura para a rua. As freiras cuidavam da criança, que depois seguia para o asilo Sampaio Viana, no Pacaembu e mais tarde para o Colégio São José. Havia uma ata, em que se registravam as informações deixadas pelas mães. A maioria preferia rasgar um santinho e deixar metade com o filho; quando a mãe buscava de volta sua criança, trazia a metade que faltava, como uma espécie de comprovação da maternidade.’’
Comentário:
Com esse texto podemos chegar à conclusão de que o abandono infantil é algo muito antigo, e permanece até os dias de hoje. Crianças eram deixadas na Santa Casa, onde elas eram cuidadas, tratadas e tinham um lar. Algo de que elas realmente precisavam. Essa iniciativa da Santa Casa ajudou a muitas crianças que poderiam estar nas ruas, sofrendo, mal alimentadas e sendo vítimas de violência.
